segunda-feira, junho 15

QUANTA DEMAGOGIA É PRECISO FAZER PRA ILUDIR O ELEITOR?



Cada eleição tem sua história, seu roteiro, atitudes e ações para o alcance final dos objetivos planejados ou imaginados. 
De  tudo já vi um pouco, embora não tivesse ainda me deparado com façanhas dantescas de uma pintura surreal tão gritante, quanto a demagogia exposta em defesa de uma candidatura que não condiz com a realidade dos fatos nem se assemelha com o passado honroso, presente repeitado e o futuro esperançoso de cada conterrâneo. 
Não precisamos nos arvorar de argumentações bíblicas, nem contextualizar figuras mitológicas para saber que o demônio se trasvestiu de anjo belo para querer enganar os filhos de Deus. 
Venham de vagar com esse andor, que o santo é de barro: ninguém aqui em Carnaubais é tão ignorante que não saiba fazer as deduções lógicas e necessárias pra escolher o seu governante. 
Para os que não conhecem a construção histórica da construção do demônio, transcrevemos uma versão bíblica do apostolado de Deus que não se deixou iludir pelas façanhas do capeta:
Segundo a Bíblia, o Diabo era um anjo muito formoso, o mais inteligente e soberano das criaturas angélicas.
 Ele se rebelou contra Deus, que o expulsou do céu junto com um terço de anjos que eram adeptos das idéias de Lúcifer (esse é o nome de batismo do capeta). 
Ele caiu aqui na terra recém-criada por Deus e habitada por dois inocentes e desnudos seres, que caíram na sua lábia e permitiram a entrada do pecado no mundo, destruindo dessa forma a perfeita criação de Deus. 
Mas essa história quase todos conhecem. Dentro da mitologia bíblica, Satanás era um anjo e como tal, belo, inteligente, reluzente, e com poderes excepcionais. 
Como ele veio se tornar o monstro que ainda é pintado na mente de quase todos?
Tudo começa com o bode. Sim o bode.
Dentro do contexto simbólico na Europa antiga, o bode era o animal que representava a virilidade, o poder de procriação, a libido, a força vital. Esse animal era um dos preferidos dos deuses Pan e Dionísio. De Pan principalmente. E é aí que a transformação começa a ocorrer.
Pan é um deus da mitologia que conhecemos muito bem. Ele tem chifres e pernas de bode, vive nas florestas e atrás das ninfas. Podendo ser chamado também de Fauno. A figura deste deus foi muito relevante para que se configurasse a atual imagem do Diabo.
O bode que a princípio tinha simbolismo não-pejorativo tem a sua significação mudada pelo cristianismo medieval. Isso provindo da cultura religiosa judaica, que tinha dentro de suas festas uma que consistia no sumo sacerdote, autoridade religiosa máxima dentro do judaísmo, pegar um bode e “passar” para o animal todos os pecados do povo. Esse era o tal do bode expiatório. Depois disso, se jogava o animal no deserto para que ficasse a própria sorte.
Logo associou-se o bode ao pecado, e o seu mal cheiro teve uma associação com o mal. Na Idade Média suas características foram então associadas a figura do Demônio. Então a personificação do Demônio completou-se quando transformaram a imagem do deus grego Pan, na personificação do próprio Satanás.



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