quinta-feira, janeiro 12

João Maia, o próximo adesista no governo da Rosa

Divulgação


O deputado Federal João Maia, presidente do PR no Estado, avança nas conversas com o senador José Agripino para aderir ao governo que tentou derrotar em 2010.

João Maia está de olho nos espaços que poderá ter, caso desembarque na gestão da governadora Rosalba Ciarlini, como quer seu primo, senador José Agripino.

Para João Maia, não será nada demais passar a tomar parte no governo do Estado e poder distribuir entre seus afilhados políticos, os cargos e benesses oficiais. Seria mais um a aderir ao governo. E olhe que Rosalba não goza de tanto prestígio assim no momento. Somente em Natal, é reprovada por 60% da população.

O senador José Agripino é o responsável pela adesão de João Maia. Não seria nada demais, caso o pai de Felipe não alardeasse sua coerência em não se aproximar de quem tem relações com o governo Dilma Rousseff.

Afinal, foi por esse motivo que Agripino abandonou o barco em naufrágio da prefeita Micarla de Sousa.
Pura balela. Não há coerência na adesão de João Maia e nem nas atitudes de Agripino.

João Maia foi às ruas lutar contra Rosalba, gastou dinheiro, pressionou aliados e fez tudo que era possível para imprimir uma derrota à mulher de Carlos Augusto. Não conseguiu.

Menos de um ano depois, sem qualquer razão ou justificativa aceitável, passa a apoiar o governo que jurou diante de seus eleitores que não seria bom. Afinal, João Maia faltou com a verdade quando estava em campanha dizendo ao eleitorado que Rosalba não seria uma boa governadora ou agora, quando faz o jogo da adesão despudorada?

Quanto a José Agripino, perde uma grande oportunidade de tentar manter a coerência. Afinal, como justificar ser o responsável pela adesão de um adversário de Rosalba no plano local e aliado de Dilma no plano nacional?

Mas em política é assim mesmo: os aliados de ontem, serão os adversários de amanhã.

Quanto aos eleitores, saibam que os políticos não se preocupam nem um pouco com o que vocês pensam. Eles resolvem seus problemas de acordo com suas conveniências.

Na próxima eleição, vocês verão alguns adversários que hoje se acusam, amanhã no mesmo palanque.

A vergonha fica por conta de quem discorda.

Postado em Túlio Lemos

 

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